Capítulo 5 – Tři jezera a ucho (três lagos e uma orelha)

13 de septiembre, 2021

Capítulo 5 – Tři jezera a ucho (três lagos e uma orelha)

A bordo de uma Kombi com cinco freiras, Lara está ao encalço do amigo Carlos, que foi atrás dela na cidade de Telč. Ao descobrir que ela não está lá, Carlos conta com uma ajudinha dos céus e parte atrás de Lara novamente. Uma curva errada, porém, e ele acaba em frente a uma orelha – e mais um mal-entendido separa os dois. 

 


Lara está sentada no banco de trás de uma kombi branca. Ao seu lado, Rosita, sua amiga peruana olha distraidamente pela janela. Nos bancos à frente, cinco simpáticas freiras da Ordem Suplicante da Santíssima Virgem Maria, um desdobramento da Ordem Centenária da Súplica dos Santos, que por sua vez vinha da Ordem Santíssima do Sussurro Suplicante do Senhor. Lara nunca havia ouvido falar de nenhuma das ordens, mas ficou feliz que estivessem a caminho de Telč – e que pudessem dar uma carona.

As simpáticas freiras estavam em uma excursão de peregrinação pela República Tcheca e após visitarem o monastério de Teplá, estavam a caminho de Telč, mas resolveram dar uma paradinha em Pilsen, onde visitaram a catedral de São Bartolomeu – e aproveitaram para ver a fábrica de cerveja.

O grupo era conduzido pela irmã Matilda, uma senhora de pele clara e bochechas rosadas, provavelmente de origem alemã. Ela dirigia a kombi, com a irmã Rosália – essa era espanhola – fazendo as vezes de co-piloto. No banco do meio, as irmãs Marina, Ayana e Elvira – respectivamente italiana, ganense e outra espanhola.



Todas eram muito simpáticas, e tentaram deixar Lara e Rosita à vontade. Porém, como forma de passar o tempo, as freiras tinham o hábito de cantar, desafinadamente, alguns hinos de louvor. Enquanto sofria calada, Lara lembrou de quando Carlos apareceu com um violão e quis mostrar para ela uma canção que estava aprendendo. No dia, Lara prestou mais atenção na dificuldade que o amigo tinha para mover os dedos de corda em corda, enquanto tentava, ao mesmo tempo, entoar a letra. Mas hoje, pensando em retrospectiva, ela achou a escolha da canção curiosa.

“Esse cara sou eu”, de Roberto Carlos.

*****



Carlos estacionou seu Skoda cinza na praça central de Telč. Dificilmente estacionaria em outro lugar, porque a cidade parecia ser apenas aquela praça, em formato de um longo triângulo obtuso, em cujo menor ângulo se encontrava uma igreja. Todas as arestas eram ladeadas por casas da mesma altura, com fachadas coloridas e trabalhadas, geralmente com arcadas protegendo as vitrines das muitas lojas. No meio da praça, uma fonte barroca jorrava água, que respingava nos paralelepípedos do chão.

Enquanto fechava a porta do carro, Carlos olhou ao redor, procurando o ônibus que devia conter Lara. Não havia muito lugar onde ele (o ônibus) pudesse se esconder. No entanto, não se via nada por perto. Resolveu andar pelas arcadas da praça, e ver se com uma mudança do ponto de vista conseguia melhor sorte.

Enquanto perambulava pelas calçadas, distraindo-se aqui e ali com alguma vitrine, viu um grupo parado em frente a uma casa de parede amarela, com um frontão cujos detalhes estavam pintados de branco. Reconheceu que eram turistas pelas roupas confortáveis e ao mesmo tempo funcionais, mas também pelos bonezinhos e pelas malas e mochilas esparramadas aos seus pés.

Aproximou-se e viu que a casa amarela era, na verdade, uma agência de viagens. Mesmo com o letreiro em tcheco, os cartazes com fotos de destinos e valores não deixavam dúvida.

Resolveu ficar próximo, sentado no café ao lado da agência. Se um ônibus de turismo ia parar em algum lugar, seria ali.

 

*****

 

A bochechuda irmã Matilda puxou o breque de mão da kombi, que fez um barulho estridente.

- Chegamos! – Ela disse enquanto desafivelava o cinto de segurança.

Lara olhou para fora e estranhou a paisagem. Conhecia Telč como a cidade dos três lagos, mas o que via do lado de fora parecia um rio. E apenas um.

- Isso é Telč? – Lara perguntou para Rosita.

- Bom, eu não sei. É minha primeira vez por aqui.

Saíram do fundo da kombi e se juntaram o grupo de freiras, que se preparavam para subir uma pequena colina ao lado do rio. Lara ser dirigiu à irmã Elvira, a última da fila, e perguntou de maneira direta e quase rude:

- Irmã, aqui é Telč? Parece diferente das fotos...

- Não, não. – A irmã Elvira sorria por trás dos óculos redondos – Aqui não é Telč ainda. É Z´dar nad Sazavou, e lá em cima está a Igreja de São João Nepomuceno. Vamos participar da missa, e depois seguimos viagem.

- Missa? Ninguém me falou de missa! – Lara estava agitada.

- Er... na verdade falaram, Lara – Rosita portava um sorriso amarelo – Falaram para mim. Mas eu achei que não seria um problema...

Era um problema. Carlos já devia ter chegado a Telč, e ela ainda estava no caminho, e atrasada – de novo. O que Carlos iria pensar? O que ele iria fazer? E o que ELA podia fazer?

Naquele momento, só lhe ocorreu uma coisa.

Rezar.

 

*****

 

Demorou meia hora até que a espera de Carlos desse resultado. Como ele imaginou, o ônibus que ele viu saindo de Pilsen agora entrava na praça triangular de Telč. Tudo que ele tinha a fazer era esperar a porta abrir e receber Lara de braços igualmente abertos.

O ônibus parou, e o freio a ar soltou um guinchado. A porta abriu e, em lugar de Lara, desceu Ondrej, o motorista. E mais ninguém.
Enquanto os turistas que estavam em frente a casa amarela embarcavam, Carlos aproximou-se de Ondrej e começou a perguntar, em inglês ruim:

- Cadê a Lara? O que você fez com ela? Eu quero a Lara!

Ondrej não entendeu nada do piti em inglês macarrônico de Carlos, mas por sorte o funcionário da agência de viagens estava perto, auxiliando os passageiros no embarque. Ele falava inglês perfeitamente, e também tcheco. Por isso, funcionou como intérprete entre o estressado Carlos e o incrédulo Ondrej.

- Senhor, esse ônibus veio vazio. O motorista era o único passageiro. Não veio nenhuma Lara nele – completou.

Carlos ficou branco, e sentiu o sangue gelar. Lara havia ficado em Pilsen! E ele havia ido embora! Precisava voltar... Mas e se ela tinha partido? Afinal, ele não apareceu... Ela esperaria em Pilsen? Ou voltaria para Praga? Ou ao Brasil?

Carlos estava desolado e perdido. Não tinha ideia do que fazer. Olhou para a igreja na ponta da praça, e começou a caminhar em sua direção. Os pensamentos corriam pela mente, desvairados. Precisava parar e pensar. Precisava de uma boa ideia. Mas naquele momento, só lhe passava uma pela cabeça.
Rezar.

*****

Afora alguma referência a uma cidade mineira, Lara não sabia nada sobre São João Nepomuceno. Mas aparentemente ele era importante na República Tcheca. Ao menos assim lhe contaram as irmãs que, nesse momento, cruzavam um dos cinco portões da curiosa construção.

O número cinco, por sinal, estava em todos os lados – cinco altares, cinco capelas... e no alto da cabeça de São João, em forma de uma auréola estrelada.

A missa começou poucos minutos depois e Lara esperou sentada em um dos bancos enquanto se cumpria toda a liturgia. Não queria ter perdido esse tempo, mas Rosita estava certa: valia a pena. Afinal, de que outra forma ela poderia chegar a Telč? Antes tarde do que nunca. Com um pouco de sorte, Carlos esperaria em algum cafezinho charmoso. Ele adorava esses lugares. E, na verdade, Lara também.

 

*****

Carlos entrou na Igreja de São Tiago, a que ficava no vértice do triângulo imaginário que era a praça de Telč. Demorou um tempo para acostumar com a luz mais fraca do interior, fruto da arquitetura gótica misturada à tarde nublada.

Sentou em um dos bancos de madeira e olhou para os grande arcos ogivais acima de sua cabeça. Se sentiu pequeno e impotente, e por um momento quis chorar. Deixou a cabeça cair entre as mãos, e tentou falar com Deus em seu pensamento, pedindo ajuda – ou melhor, instruções – para reencontrar Lara.

No momento em que começou a se sentir ridículo com a ideia, sentiu alguém dar dois toques em seu ombro.

- Com licença, seu nome é Carlos? – uma voz rouca, com sotaque forte, se dirigia a ele. Carlos virou o pescoço assustado e viu um padre paramentado de olhinhos claros apertados, que continuou a frase, enquanto estendia um telefone celular em sua direção – Tem alguém querendo falar com você.

 

*****

 


Ao final da missa, Lara queria voltar logo para a kombi e retomar o caminho a Telč. Mas a irmã Matilda, junto com sua escudeira Rosália, pediu um minuto. Juntas, as duas freiras atravessaram uma pequena porta ao lado do altar.

Pouco depois, as duas voltaram acompanhadas de um senhor alto, que Lara reconheceu como o padre que acabara de rezar a missa que ela involuntariamente assistira. A irmã Rosalia puxava o padre pelo braço, e tanto ela quanto Matilda falavam rapidamente em alguma língua estrangeira. No meio de tantas palavras sem sentido, Lara conseguiu entender “Telč” e, em seguida, o padre sacou um celular do bolso e apertou alguns botões virtuais na tela de vidro.



Logo o padre e as freiras estavam falando com alguém, um senhor de olhos claros e apertados que também parecia ser padre. Estava em um local com pouca luz, mas mesmo com a fraca iluminação de velas, Lara viu algo que chamou sua atenção e deu um grito.

- Espera! Volte um pouco! Volte! – Lara quase gritava.

O padre alto falou algo e seu interlocutor distante começou a girar a câmera do celular pela nave de uma igreja gótica. E Lara pode ver com clareza o vulto de Carlos, sentado em um banco, com a cabeça entre as mãos, com a horrível camiseta polo que insistia em usar.

 

*****

 


Carlos estava de volta ao seu Skoda cinza, e apressadamente tentava dar a partida. Mal pôde acreditar quando o padre da igreja de São Tiago lhe passou o telefone e do outro lado estava Lara! Demorou alguns segundos para entender o que estava acontecendo – e o que havia acontecido. Mas agora ele sabia do atraso em Pilsen, do desencontro, da kombi e das freiras. E, o mais importante, sabia que Lara estava em Zoldar, ou Zidar, ou alguma coisa assim. E que não era longe de Telč.

- Fica aí e me espera. Chego antes do fim do dia – Foram essas as instruções explícitas de Lara. E ele pretendia segui-las, até que considerou que ele tinha um carro, então não fazia sentido esperar que ela viesse numa kombi. Ele podia ir até Lara e resgatá-la, tal como um galã de novela e, quem sabe, o ato romântico acendesse uma faísca na fogueira do amor...

Por isso agora estava a caminho de Zoldar. Ou Zidar. Não deveria ser difícil achar o local. Era só dirigir em direção a Jihlava e seguir pela direita. Mas, por segurança, anotou o telefone do gentil padre de Telč, amigo do padre de Zidar. Ou Zoldar.

 


*****

 

Uma kombi com cinco freiras e duas amigas chegou a Jihlava e, depois de passar pela cidade, seguiu pela estrada a caminho de Telč. Nenhuma das ocupantes reparou em um pequeno Skoda cinza que veio no sentido contrário e, pouco antes de cruzar com elas, fez uma curva. À esquerda.

 

*****

 

Carlos chegou às cinco e meia da tarde a um lugar que deveria ser Z´dar, mas não era. Na verdade, Carlos não sabia bem o que era aquilo. Um lugar ermo, com paredões de granito e lagoas em meio à vegetação. Lara havia falado que estava em um lugar peculiar, mas Carlos tinha quase certeza que era uma igreja. Onde estava parecia ser mais uma antiga pedreira.

Carlos imaginou que poderia ser um caminho de peregrinação, ou algo assim. Talvez a igreja estivesse mais à frente. Mas ao virar na trilha, deu de frente com um grande paredão de pedra e, entalhado nele, uma grande orelha. Parou um minuto tentando entender o sentido daquilo, até que uma voz disse:

- Essa é a Orelha de Bretschnider. Uma das obras do artista Radomir Dvorak – A voz vinha de um rapaz uniformizado que falava em inglês pausado e bastante compreensível. Estendeu um folhetinho com um título em tcheco, provavelmente o nome do lugar, antes de concluir – Vamos fechar em alguns minutos. O senhor precisa voltar para a entrada.

Estava claro agora que estava no lugar errado. De novo.

Lembrou do telefone do padre que cuidadosamente guardara. Conseguiu fazer o jovem monitor entender que precisava ligar e quando o padre de olhinhos apertados atendeu, explicou sobre o lugar com uma orelha, e disse que estava indo.

 

*****

 


Lara chegou a Telč na kombi das freiras e rapidamente foram até a igreja de São Tiago, onde Carlos estaria esperando. Ou assim pensaram.

O padre de olhinhos apertados estava desolado. Não queria que Carlos tivesse ido, mas ele insistiu em ir atrás de Lara. E havia cinco minutos tinha ligado dizendo que estava indo para algum lugar com uma orelha. Ao menos assim o padre entendeu.

- Uma orelha? – Lara estava confusa – Mas que lugar é esse?

O padre e as freiras debateram por algum tempo antes de dar um veredito. Quem falou foi a irmã Rosália.

- Só sabemos de um lugar no país que é famoso por orelhas. Štramberk.

Lara não conseguia entender por que Carlos inventara de ir a Štramberk, que ficava do outro lado do país. Ok, não é um país grande, mas ainda assim eram cerca de 250km. E por que tinha ido embora, sabendo que ela estava a caminho? Talvez tenha se cansado de esperar? Ou esperar por ela? Talvez tivesse conhecido alguém...?

- Onde posso alugar um carro? - Lara perguntou para as freiras, firme.

 

*****

 


Carlos estava em seu Skoda cinza, voltando a Telč o mais rápido possível. Tinha sido péssima ideia tentar resgatar Lara no estilo folhetinesco. O que ele estava pensando, afinal? Acelerou na estrada, e não reparou em um pequeno carro vermelho que cruzou com ele. No volante estava Lara, a caminho de Štramberk.

 

Capítulo 6 – Silné chutě a vůně (Fortes sabores e odores)

A Estreia em 14 /10

Lara ruma a Štramberk, mas um novo e gastronômico amigo a convence a mudar de rota e a experimentar iguarias odorosamente deliciosas. Carlos vai ao encalço da amiga em Olomouc, mas encontra outras fontes de problemas.

Viva sua novela na República Tcheca

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Capitulo 1 - Viva sua novela na República Tcheca (Vítejte)

Capitulo 1 - Viva sua novela na República Tcheca (Vítejte)

Um jovem casal de amigos chega a Praga, na República Tcheca, inspirados por uma novela da TV. Carlos é secretamente apaixonado pela amiga Lara, e nutre esperanças de que o romantismo da cidade o ajude na conquista. Em meio às primeiras descobertas da cidade, os dois acabam se separando acidentalmente, e agora Carlos precisa partir em uma busca para reencontrar a companheira

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Backstage - Vítejte (Bem-vindos)

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O primeiro capítulo se passa em Praga, capital da República Tcheca, e traz diversas atrações da cidade como cenário da história. Acesse o backstage e conheça um pouco mais de cada uma delas, e tenha acesso a conteúdos extras sobre os locais.

 

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Capítulo 2 - Petilistá růže (Rosa de 5 pétalas)

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Após Lara embarcar em um ônibus errado, Carlos tenta achar um meio de reencontrá-la. Seus esforços, porém, o levarão para outra cidade tcheca, em meio a um festival histórico, onde um novo amigo o ajudará a contatar Lara. Conseguirá Carlos seguir para os braços da amiga? 


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Backstage - Petilistá růže (Rosa de 5 pétalas)

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O segundo capítulo tem como cenário Cesky Krumlov e Ceske Budejovice, duas cidades da Boêmia do Sul.

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Capítulo 3 – Karlovy hrady (os castelos de Carlos)

Capítulo 3 – Karlovy hrady (os castelos de Carlos)

No próximo capítulo, vamos ver aonde Lara foi parar depois de pegar um ônibus errado – os castelos de Karlstejn, Krivoklat e Loket. E, A bordo de um ônibus errado, Lara faz uma nova amiga enquanto tenta contatar Carlos. Em meio a castelos e mal-entendidos, ela chega a Karlovy Vary, onde uma estagiária tem uma ideia cinematográfica para reunir novamente Lara e seu amigo. Mas será que Carlos receberá a mensagem?

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Backstage – Karlovy hrady (os castelos de Carlos)

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O terceiro capítulo tem como cenário dois castelos da Boêmia Central, dois locais na Boêmia Ocidental e uma pequena cidade na Boêmia do Sul.

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Capítulo 4 – Na vině je pivo (A culpa é da cerveja)

Capítulo 4 – Na vině je pivo (A culpa é da cerveja)

Após receber o recado de Lara, Carlos se dirige a Pilsen. Lara, porém, sofre um contratempo que a leva a uma igreja sinistra, e se atrasa. Carlos tem problemas com um copo de cerveja e com a comunicação, e acaba entendendo que Lara foi para Telč. Então agora é Lara que precisa ir atrás do amigo, contando com uma santa ajuda.

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Backstage - Na vině je pivo (A culpa é da cerveja)

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O Capítulo 4 começa em Písek que, além da ponte de pedra mais antiga da República Tcheca, tem uma relação muito grande com a mineração de ouro da época medieval. 

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Capítulo 5 – Tři jezera a ucho (três lagos e uma orelha)

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Backstage - Tři jezera a ucho (três lagos e uma orelha)

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O capítulo 5 faz uma breve menção ao mosteiro de Teplá, localizado perto de Karlovy Vary, e lar de uma linda biblioteca barroca.

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Capítulo 6 - Silné chutě a vůně (Fortes sabores e odores)

Capítulo 6 - Silné chutě a vůně (Fortes sabores e odores)

Lara e sua amiga chegam a Štramberk, mas Carlos para em Olomouc. Um queijo fedorento, mas surpreendentemente saboroso, faz com que as amigas conheçam Jakub, um chef de cozinha que consegue marcar um encontro de Lara com Carlos em Olomouc. Mas uma surpresa surge e, assim como queijo, não cheira bem.

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Backstage - Silné chutě a vůně (Fortes sabores e odores)

Backstage - Silné chutě a vůně (Fortes sabores e odores)

No Capítulo 6, Lara chega a Štramberk, cidade na Morávia-Silésia conhecida como Belém de Valašsko, por causa das casas pitorescas e ruelas estreitas. Há uma menção ao castelo de Stallenberg e à sua torre, chamada Trúba. 

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Capítulo 7 - Barevna Ostrava (Ostrava colorida)

Capítulo 7 - Barevna Ostrava (Ostrava colorida)

Lara e Álvaro seguem para Ostrava, e Carlos vai atrás deles, sem saber como encontrá-los. Lara logo percebe que a viagem com o ex-namorado foi uma grande roubada, mas como reencontrar Carlos entre dez mil pessoas? Por sorte, o amigo tem uma grande ideia – e uma disposição ainda maior. 

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Backstage - Barevna Ostrava (Ostrava colorida)

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Nesse capítulo, Lara e Álvaro estão em Ostrava, antiga cidade industrial na região da Silésia. A siderúrgica onde acontece o show chama-se Vítkovice, e hoje é um espaço multicultural para grandes eventos. 

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Capítulo 8 - Zvony a nočni kluby (Badaladas e baladas)

Capítulo 8 - Zvony a nočni kluby (Badaladas e baladas)

Carlos recebe um recado de Lara, e acha que de trata de um desaforo. Mas, na verdade, os dois amigos são vítimas do humor sutil da cidade de Brno, que também arruína as chances de um encontro noturno em um bar que existe, apesar do nome dizer o contrário. Enquanto isso, as emoções crescem e se transformam... e vão subir de patamar.

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Backstage - Zvony a nočni kluby (Badaladas e baladas)

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O capítulo 8 acontece integralmente em Brno, a segunda maior cidade da República Tcheca. A praça da Liberdade, onde Lara vê o relógio astronômico, é a principal da cidade.

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Capítulo 9 - Z výšky se i problémy zdají být menší (Do alto, os problemas também são menores)

Capítulo 9 - Z výšky se i problémy zdají být menší (Do alto, os problemas também são menores)

Certos de que estão definitivamente separados, Lara e Carlos seguem viagem separados. Lara procura uma montanha alta, e Carlos literalmente sobe pelas paredes... de pedra. Em um hotel incomum e um trem rumo ao início, tudo pode acontecer. Mas será que acontece?

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Backstage Capítulo 9 - Z výšky se i problémy zdají být menší (Do alto, os problemas também são menores)

Backstage Capítulo 9 - Z výšky se i problémy zdají být menší (Do alto, os problemas também são menores)

A parada nas viagens de Lara e de Carlos acontece na cidade Hradec Kralové, na Boêmia do Leste, conhecida como Salão da República pela importância que teve no processo de independência do país.

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Capítulo 10 - Zpět na začátek (De volta ao início)

Capítulo 10 - Zpět na začátek (De volta ao início)

A saga desencontrada de Carlos e Lara chega ao fim. Depois de vários dias em um jogo de gato e rato, descubra o que acontece com os dois amigos no final folhetinesco da história.

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Backstage - Capítulo 10 - Zpět na začátek (De volta ao início)

Backstage -  Capítulo 10 - Zpět na začátek (De volta ao início)

O último capítulo se passa em Praga e nossos queridos amigos percorrem vários locais da capital tcheca.

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